Os sentidos têm que ser controlados, principalmente porque eles perseguem influências deletérias, que atormentam o homem e o levam à ruína. A paz interior é perdida quando os sentidos alimentam, no homem, vontades incitantes e desejos infrutíferos. Para o aspirante espiritual, o que os sentidos absorvem deve ser sempre puro e harmonioso por natureza. Os sons, as visões, as impressões, as idéias, os contatos, os impactos - tudo deve promover reverência, humildade, equilíbrio, equanimidade e simplicidade. Se as impressões induzirem à paixão, a mente ficará agitada e vingativa. Se as impressões induzirem à preguiça mental, a mente nem sequer estará desperta para a consciência de suas próprias faltas. Somente os impulsos puros manterão a mente em equilíbrio, plenamente concentrada no Atma, que deve ser contemplado para se alcançar a paz.
SATHYA SAI BABA
O homem tem se empenhado de todas as formas possíveis em explorar os maravilhosos e infinitos segredos da natureza, dessa criação maravilhosa. Mas devido aos caprichos de sua mente, intelecto e ego, o homem não conseguiu entender a base verdadeira, eterna e espiritual, que é a base de tudo no Universo, e perdeu-se na perseguição do mundo fenomenal externo como se fosse a única realidade. No processo, ele não conseguiu perceber sua própria natureza verdadeira e perverteu totalmente sua mente. A verdade simples de que tudo é permeado pelo Uno foi perdida de vista.
A melhor forma de se livrar da fraqueza é golpear sua própria raiz: a noção errada de que você é o corpo, com um nome e uma forma, os sentidos, a inteligência e a mente. De fato, eles são como uma bagagem. Você fala "minha mente", "minha mão", do mesmo modo como diz "meu livro" e "meu guarda-chuva". Quem é esse "eu", que chama todos esses de "meu"? Esse é o "você" verdadeiro. Ele estava lá quando você nasceu e existe mesmo quando você dorme, esquecido de tudo, inclusive do seu corpo. Esse "eu" não pode ser ferido, não muda e não conhece nascimento ou morte. Aprenda a disciplina que o conscientize dessa Verdade e você será sempre livre e corajoso. Esse é o conhecimento verdadeiro, o Conhecimento do Ser Superior. [Foto: Sathya Sai Baba]